Eternizar não só imagens, mas também as palavras que criaram aquele instante paralisado numa fotografia.
sábado, 22 de agosto de 2009
Esqueça o amanhã
Vi um filme esses dias em que o protagonista falou uma frase que me impactou. Refleti sobre ela hoje, e sabe? É verdade; vivemos dependendo muito do amanhã. Só é completamente feliz quem não o pensa. Hoje está bom, mas fico me indagando tanto se amanhã ainda será que esse amanhã passa a fazer parte do meu hoje. E sendo ele parte do agora me incomoda ainda mais do que se não fizesse (mesmo eu sabendo que um dia ele chegará). Por que eu simplesmente não me contento com todos os meus verbos conjugados no presente? Eu te amo, eu te quero, eu estou feliz, eu ouço música, eu vou à festa. Mesmo que daqui a algumas horas todos eles já não possam mais ser conjugados assim. Mesmo que jamais sejam pronunciados novamente por mim. Mas agora está sendo; e na verdade, é isso o que importa. Não adianta ficar pensando que semana que vem vai ser diferente, e você vai estar feliz. Faça AGORA. O seu futuro depende do seu agora. Aja! Corra atrás dos seus objetivos atuais. Pelo menos naquele instante estará se divertindo, sorrindo, realizando um sonho. Se não der certo, depois a gente vê o que faz.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Harmonia
Desejo a solidão agora. As pessoas me cansam. Canso delas como se cansa de uma notícia que passa exaustivamente na TV. O silêncio me faz bem. Desfrutá-lo é para poucos sortudos. Perdi minhas melhores palavras. Como pude deixá-las irem assim? Nem deu para me despedir de cada uma... Estou triste e decepcionada comigo mesma. Elas eram tão boas. Tão profundas no que diziam. Quem lesse nem imaginaria que teriam aflorado de mim. Gosto tanto de surpresas (tanto de objetos quanto de pessoas) que adoro saber que posso surpreendê-las de um modo gratificante e pleno para mim mesma. Às vezes me espanto ao perceber o quanto a solidão e as palavras se unem tão bem. Queria me lembrar de como se faz um bom final. Dou tanta importância a eles. Critico tanto quem não os sabe fazer. Mas como ouso criticar os outros sem perceber que nem eu mesma os sei fazer?
Obs.: ando péssima em títulos.
Obs.: ando péssima em títulos.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Nunca tive uma reação súbita tão certa. Já imaginei aquela situação com 281 reações diferentes, e nenhuma delas cairia tão bem quanto a que eu tive. Foi o gesto exato pro momento; nem mais nem menos. Minhas expressões disseram tudo o que eu queria passar. Mas foram tão perfeitas para o instante que eu estou abismada até agora com a minha proeza. Isso jamais acontecera comigo antes. Sempre quis melhorar um pouco aqui, tirar outro ali. E isso não se fez necessário aquele dia. Estou tão maravilhada com essa situação repentina que estou sendo redundante sem parar...
(sem fim e sem título)
(sem fim e sem título)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Ócio produtivo
A criatividade vem do ócio. Esse vago desejado que borbulha a vida dos escritores de palavras nascidas ao léu; mas que logo se encaixam no encaixe perfeito do auge de seu texto. O olhar vagante que esconde os pensamentos viajantes. Saber trabalhar o vazio é talento, não estudo exacerbado. Quem sabe, já nasceu sabendo, mesmo que só tenho descoberto o valor da junção de suas palavras rabiscadas num papel aos 50, 60 anos. Uma frase, uma palavra, um sorriso ou um instante. Apenas UM já é o bastante para fervilhar a mente de um escritor. As mentes ansiosas que esbarramos em esquinas, ou que convivemos por anos – sem perceber que estávamos de frente para um talento – estão loucas para encontrar um simples motivo para sua caneta acelerar por horas e horas sobre o papel. Esse deslize de palavras, a formação de cada uma, é tudo tão belo. Elas nascem com um entender implícito, mas tão visível que há o medo de ser óbvio. Justamente por sabermos ler o que não está explícito, esquecemo-nos que só é óbvio para os que talentosamente descobriram a beleza de criar no vazio do tempo ocioso.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Impasse

Tenho vontade de ser dois tipos de jornalista. Uma delas é ser aquele tipo que escreve crônicas para serem lidas no café da manhã. Aquelas bem leves, reflexivas e talvez estimulantes. Se eu fosse esse tipo gostaria que me reconhecessem como autora de todas aquelas crônicas que fazem do seu dia-a-dia mais tranqüilo. Já o outro é aquele que denuncia todos os absurdos cometidos por esses políticos, policiais e aquelas pessoas sujas que se consideram cidadãos. Nestes eu não me importaria se não soubessem por quem aquela matéria foi assinada, mas sim que reconhecessem que ela existe, e que é boa. Quero que ela seja a semente da luta por uma causa justa, que os leitores a abracem como uma forma de sonhar, de achar que podemos ter um país melhor, mais verdadeiro. Uma causa nossa.
Ass.: Mayra Russo.
Obs.: Feliz aniversário, amor.
Ass.: Mayra Russo.
Obs.: Feliz aniversário, amor.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Descendentes do misto brasileiro
Outro dia, olhando pela janela do carro com uma blusinha sem manga e chinelos, reparei em como estava o dia. Um sol quente, regatas, passeios de shorts à noite. Esse é o inverno brasileiro! Fico espantada ao perceber o quanto é bom nascer neste país. Gosto dessa mistura. Não existe um físico tipicamente brasileiro. Somos um pouco português, um pouco espanhol, uma pitada de japonês e outra de alemão (e assim vai). Somos Silva, Souza, Coelho, Pereira, Oliveira, Zielisnky, Zaidem, Zanon, Kobashi, Russo, enfim... Somos tudo num povo só. Bebemos de chimarrão a coca-cola, comemos de sushi a macarronada (passando, é claro, pela feijoada e churrasco no domingo). Somos minissaias e também sobretudo; somos novela, mas freqüentamos um teatro; somos loiras dos olhos claros, mas não resistimos a uma mulata do cabelo encaracolado. Temos o balançar dos quadris como ninguém. E talvez seja esse misto de nacionalidades que encanta tanto os estrangeiros e os nacionais.
Beijos descendentes de portugueses e italianos.
Beijos descendentes de portugueses e italianos.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
A obra prima "Ouro Preto"
Uma intensidade de cores, de figuras verticalmente produzidas. Detalhes escassos, extinguidos pela humanidade geradora de recursos tecnológicos. Será que não vêem o belo escondido nesse descascado da parede? As curvas e as cores fortes entregam o país que somos e não o que pretendemos (ou fingimos) ser. De cada janela vê-se a mesma paisagem refletora de nossas origens, de um visual impagável. Há autenticidade nos restaurantes, casas, igrejas. “Nada” é feito de importações. Acho que só o frio não é nosso, mas há o calor humano que não tem como negar de onde veio. Tudo feito minuciosamente para ser fotografado. Cada ângulo é uma forma diferente de se ver o Brasil que somos. Nem a noite escapou de meus “clicks” dessa vez. Até ela foi paralisada em minhas mãos.
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