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terça-feira, 9 de julho de 2013

Era uma casa muito engraçada

Agora só me lembro do quarto vazio. Dei uma última olhada pra ver como ele ficava sem mim, respirei fundo e fui virar uma página da vida. 

Era um domingo de início de julho. Dos móveis, só a cama tinha sobrado para ainda deixar aquele ambiente com um pedaço meu. Todo o resto tinha sido vendido, e no meio havia uma confusão de malas, caixas e sacolas com as minhas coisas. Coisas, que sabe-se lá por que, tenho há cinco anos guardadas. Mas, especialmente, há quatro, tudo isso residiu na rua Dr. Gil Horta, n° 30 (apt. 404 por três anos e 301 por um e meio). 

 No 404 foi onde tudo começou. Foi ver o quanto aquela amizade ainda poderia ser mais e mais forte. Foi, se não o local das primeiras vezes, o local onde relatei as primeiras vezes pela primeira vez. Foram “objetos jogados ao chão”, beijo triplo, queixo partido, batidinha de manga do Bahamas, playlists para “festas” dentro de casa (ok, era mesmo só eu e Marcela as convidadas), microfone do Silvio Santos, vídeos infinitamente comédias (“Marceeeeeela, Marcelaaaaaaa”), nativos hablantes de español, Copa do Mundo, Paradas Gay, Capricho no banheiro, sessões de séries à tarde e noites sem fim com uma latinha de cerveja na mão e uma boa conversa.
2009, apt. 404
301 já foi época de celular da Dani tocando música 24h por dia, numa altura suficientemente alta e a mesma música com uma frequência um tanto irritante. Quando menos esperávamos, estávamos catarolando pela casa “pirou, mulher? Tá doida, é? Vem que vem com tudo que eu vou dar o que você quer”, sem nem sequer ouvi-la uma única vez porque quisemos. Foram noites de investimento na área da psicologia, de lápis preto na bochecha durante o Halloween do Chalé, de canecas personalizadas, de horóscopo da Capricho, de casa lotada, de TV a cabo de graça (pena que tudo que é bom dura pouco), de depressão pós-TV a cabo, de “Coooorre, Lelenaaaa!”, de miojo preparado no micro-ondas (aliás, naquela época, TUDO era feito no micro-ondas) e de viagens praticamente em família.

2012, níver da Marcela na granja. Época de apt. 301
Morar em república quando todo mundo tem liberdade para fazer o que quer, chamar quem quer para visitá-lo e, melhor ainda, dividir momentos inesquecíveis com as suas amigas de casa, para mim, não é como morar em república. Aliás, nunca usei esse termo. Sempre que perguntavam, eu respondia: “moro com duas amigas”. É isso que elas sempre serão. E os eternos 404 e 301 serão para sempre os nossos lares da época da faculdade. E que as paredes de lá não tenham ouvidos. E, se “Deus quiser”, muito menos câmeras.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Para você, o que é felicidade?


Felicidade para mim é quando, no meio da noite, ele vira para o meu lado só para me abraçar. É quando depois de um momento de muitas risadas, nós paramos por alguns segundos olhando e admirando o outro, e em seguida, ele diz “eu amo-te muito”. É quando no meio da rua, ele acha a minha mão e arranja uma forma de tocar em mim ininterruptamente. 

Mas a minha felicidade não se constitui só dele. Como a sua ou a da minha vizinha do andar de cima também pode não depender só de uma pessoa. Ser feliz para mim é também sair para uma festa com a Ju, a Márcia Stela ou a Fran. É uma tarde em casa, com os meus pais, dançando e cantando samba na sala. É passar uma tarde de verão tomando cerveja com o pessoal de Carangola. É relembrar as histórias hilárias e antigas com a Raiana, enquanto todo mundo escuta pela vigésima vez, quando eu a empurrei dentro da sala de aula e ela caiu com a mesa e tudo. 

Ser feliz para mim é trabalhar com pessoas incríveis ao som de “canciones latinas”. É quando eu e Marcela arranjamos um modo de ser feliz a partir do nada. É também quando me jogo no funk ou quando passo o dia em um churrasco ouvindo pagode com o meu pessoal.  É ir a uma festa com a Jéssica e perceber que não perdemos nada da nossa alegria. É ir para Viçosa visitar a Thatá e entender por que ela – que para quem olha de fora é tão diferente de mim – sentou diversas vezes ao meu lado na 7° série até virarmos amigas.

Às vezes a minha felicidade está até mesmo em ficar sozinha na minha casa de Carangola, em um dia de sol, brincando com os cachorros, lendo um livro, vendo “Sessão da Tarde”, que seja. A minha felicidade está aqui e acolá. Está nas pessoas que me fazem rir, nas que me adoram, nas que tenho inúmeras histórias juntas. E para você? O que é felicidade?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Daquelas felizes

Sou daquelas que vão de all star em balada; que quando querem pagar de gatinhas e vão de salto, acabam sempre voltando com ele nas mãos. Sou daquelas que vão à faculdade ao natural, sem maquiagem, sem acessórios. Daquelas que pagam mico e riem eternamente das suas histórias. Sou daquelas que não resistem a um pagode, num domingo de sol, com os amigos. Curto desde uma roda de samba até uma balada eletrônica. Gosto mesmo é de me divertir e divertir quem está a minha volta.

Sou daquelas que quando algum colega vai visitar a minha casa eu falo: “vai entrando e tranca a porta! A cerveja tá na geladeira”. Sou daquelas que têm orgulho de serem brasileiras e não têm a mínima vergonha de fazerem o que dá na telha.

Sou daquelas que dançam sozinhas em casa, com música alta e cantam hits bregas debaixo do chuveiro. Daquelas que, no verão, só saem de havaianas e ficam penduradas na laje pra pegar um bronze. Daquelas espontâneas, sabe? Aquelas que quando percebem já estão rindo na sua cara!