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quinta-feira, 27 de março de 2014

Retorno triunfante ao samba

Depois de ficar sete longos anos sem gravar um samba, Maria Rita volta às suas raízes e diz com orgulho: “não há nada que me faça mais feliz. É tão encantador. Meu samba, sim, senhor”, na primeira faixa de seu novo álbum.

Tem um pé na bossa, no samba e no pagode, tem a cara do Brasil. O novo álbum da filha de Elis Regina, intitulado “Coração a Batucar”, mostra o melhor da cantora e é difícil escolher apenas uma música como a melhor do disco.


Sou suspeita para falar da parceria de Maria Rita com o samba. Uma amiga me apresentou o “Samba Meu”, e marcou os meus 16, 17 anos. “O Homem Falou” fez parte da minha formatura do colégio, e me emociona até hoje. Já batuquei muito cantarolando “pra manter esse corpitcho bacana, acho até que vou virar marombeira. Corro o calçadão de Copa-cabana de segunda a sexta-feira”. Só de lembrar daquele álbum um sorriso abre em meu rosto e meus pés e quadril começam a mexer-se involuntariamente.

Em entrevista ao site O Globo, a cantora falou da sua ligação com género musical. “O samba me pega de uma forma inconsciente. No início de ´Rio´, Blue (arara-azul que é o personagem principal do filme) começa a mexer o corpo involuntariamente ao ouvir samba. Quando vi aquilo, ri, e Davi (Moraes, músico de sua banda e seu marido) brincou: ´Você se identificou, né?´”.

Essa semana, o facebook oficial da cantora tem lançado o “Coração a Batucar”. Maria Rita deu entrevistas ao site da Globo, do Estadão, entre outros, e, para a felicidade dos fãs, já divulgou todas as faixas do disco pelo site Deezer, estão à venda no iTunes e o álbum chegou a estar no 1º lugar do Top 10 Álbuns, no iTunes.


Estou ouvindo descontroladamente “Meu Samba, sim, Senhor”, “Saco Cheio”, “Abismo”, “Nunca se Diz Nunca” e “É Corpo, É Alma, É Religião”. Destaque para “Saco Cheio” pelo humor fantástico contido na letra, e para “É Corpo, É Alma, É Religião” que simplesmente gruda na cabeça com as suas letras fáceis de memorização e o embalo do batuque.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

De volta à raízes

Tim Maia pra mim é rei. Sempre que penso em música boa para cantar, logo me vêm as dele na cabeça. Me dê motivo, Do Leme ao Pontal, “Não adianta vir com guaraná pra mim, é chocolate o que eu quero beber”, entre outros sucessos do Síndico do Brasil. Dar aquela engrossada na voz e pagar a rouca é o meu jeito Tim Maia de cantar. Assim como eu me inspiro nele toda vez que canto qualquer tipo de música (sim, qualquer um), Zeca Pagodinho e Lulu Santos também têm os seus mestres – com a pequena diferença de que eles, realmente, sabem cantar, e eu não.

Ambos resolveram homenagear os artistas que os inspiraram e os tornaram cantores do estilo musical adotado por cada um. Zeca Pagodinho completa 30 anos de carreira e disse abertamente à TV, impressos e a quem mais quisesse ouvir que o seu novo DVD, “Vida Que Segue”, é em homenagem aos grandes cantores e compositores do samba. Noel Rosa, João Nogueira, Cartola, entre outros, são citados com suas canções na voz do grande Zeca. Com toda a humildade, ele voltou no tempo e continuou mantendo viva uma geração de sambistas de 1° linha.


Já Lulu Santos, quis dar uma nova “cara” para os hits dos reis do Iê-iê-iê. Roberto Carlos e Erasmo Carlos terão os seus sucessos regravados na voz de Lulu, no novo álbum intitulado “Lulu Canta & Toca Roberto e Erasmo”. Desde os anos 80, o cantor vem se adaptando aos novos estilos musicais – já passou da eletrônica ao funk. – E com as músicas de Roberto e Erasmo ele não faria diferente; deu o seu próprio toque, um pouquinho de Lulu nas canções que moveram a década de 60.


Todos nós somos também o que ouvimos. Os nossos cantores favoritos conseguem dizer tudo aquilo que a gente sente, mas não sabe como expressar, e é por isso que muitas vezes nos baseamos neles para ser aquilo que queremos. Ou pelo menos tentamos pegar a melhor parte deles para gente.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Quem não gosta de samba bom sujeito não é

"A sorrir pretendo levar a vida" - Cartola
“Eu nasci com o samba, no samba me criei, e do danado do samba nunca me separei”, Dorival Caymmi tirou essas palavras da minha boca. Desde pequena ouço em alto som as vozes de Cartola, Beth Carvalho, Alcione, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, entre outros. O samba sempre fez a trilha sonora lá de casa. E eu, não conseguindo negar as raízes, me apaixonei por ele!

Instituíram que esse é o ritmo brasileiro, mas cá entre nós, o Brasil é enorrrme e quem tem mesmo o samba no pé são os cariocas, né?! Do subúrbio pra alta sociedade, assim foram nascendo os grandes poetas do nosso país nesse tipo musical. Por mais que lá em Madureira role roda de samba de segunda a segunda, hoje, quem nasceu lá e se engajou no samba está fazendo show em programas de TV, rádio e despencando até a Zona Sul para fazer a alegria da burguesia. Porque o que tá na moda ultimamente é o subúrbio e as suas criações - ou as suas malandragens, diga-se de passagem.

Tendo um pai carioca, flamenguista, nascido no morro, torcedor da Mangueira e com uma sabedoria musical pra lá de suficiente, não tinha como eu fugir dessa área. São tardes e mais tardes discutindo sobre os grandes mestres do samba. Saí assim como ele. De tanto meu pai me contar as histórias de como as músicas surgiram, quem as compôs e sobre a vida dos cantores, eu fui criando um apreço tão grande, que hoje sou eu quem argumento muitas das histórias.
D'Samba
Nesse final de semana estava no shopping de Madureira e me deparei com uma loja que me encantou logo pela vitrine, a D’Samba. Todas as roupas e acessórios são inspirados nos sambas e nos compositores. Vi nela uma loja não só para os suburbanos cariocas, mas também pra quem tem como hobby caminhar na orla da praia. Tem a cara do Brasil (já que as pessoas cismam que o Brasil é só o Cristo Redentor e a cultura carioca)! Bom, eu que me sinto praticamente uma mineira, não resisti e trouxe três blusas de se apaixonar. Agora, se algum turista conseguir passar pela D’Samba e não entrar para levar uma lembrancinha do nosso país, só tem uma explicação pra ele: é ruim da cabeça ou doente do pé.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pediu pra sambar...


...SAMBÔ! Esse é o lema dos caras que têm mostrado que o samba, o rock e pop podem, sim, se unir e se ter uma mistura incrível desse som.
Conheci o grupo há mais ou menos um ano. De cara fiquei louca pelo som diferente que eles produzem! Músicas superconhecidas do rock e do pop, como “I feel good” de James Brown e “Mercedes Benz” de Janis Joplin, são interpretadas por pandeiro, cavaquinho, tan-tan, rebolo e outros instrumentos reconhecidos de uma roda de samba. E foi com esse intuito, o de juntar personalidades e gostos distintos num mesmo estilo musical, que os meninos do Sambô formaram a banda.
Quando os conheci eles ainda não bombavam, nem eram famosos direito. Agora, tiveram grandes apresentações na TV. A primeira foi na Malhação, em outubro do ano passado, quando muita gente ainda nem sequer sabia da existência deles. A mais recente foi no Big Brother Brasil 12, em fevereiro deste ano. A próxima aparição será no programa Esquenta, segundo página do grupo no facebook.
Quem ainda não ouviu o som dos caras, faça um favor a si mesmo e ouça! Além das interpretações eles têm também composições próprias, como as músicas “Minha vida” e “José”. O DVD e CD Sambô ao vivo estão à venda e não são de deixar ninguém parado enquanto o som ainda está rolando. Prepare-se para se acabar na roda de samba do Sambô.