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quinta-feira, 27 de março de 2014

Retorno triunfante ao samba

Depois de ficar sete longos anos sem gravar um samba, Maria Rita volta às suas raízes e diz com orgulho: “não há nada que me faça mais feliz. É tão encantador. Meu samba, sim, senhor”, na primeira faixa de seu novo álbum.

Tem um pé na bossa, no samba e no pagode, tem a cara do Brasil. O novo álbum da filha de Elis Regina, intitulado “Coração a Batucar”, mostra o melhor da cantora e é difícil escolher apenas uma música como a melhor do disco.


Sou suspeita para falar da parceria de Maria Rita com o samba. Uma amiga me apresentou o “Samba Meu”, e marcou os meus 16, 17 anos. “O Homem Falou” fez parte da minha formatura do colégio, e me emociona até hoje. Já batuquei muito cantarolando “pra manter esse corpitcho bacana, acho até que vou virar marombeira. Corro o calçadão de Copa-cabana de segunda a sexta-feira”. Só de lembrar daquele álbum um sorriso abre em meu rosto e meus pés e quadril começam a mexer-se involuntariamente.

Em entrevista ao site O Globo, a cantora falou da sua ligação com género musical. “O samba me pega de uma forma inconsciente. No início de ´Rio´, Blue (arara-azul que é o personagem principal do filme) começa a mexer o corpo involuntariamente ao ouvir samba. Quando vi aquilo, ri, e Davi (Moraes, músico de sua banda e seu marido) brincou: ´Você se identificou, né?´”.

Essa semana, o facebook oficial da cantora tem lançado o “Coração a Batucar”. Maria Rita deu entrevistas ao site da Globo, do Estadão, entre outros, e, para a felicidade dos fãs, já divulgou todas as faixas do disco pelo site Deezer, estão à venda no iTunes e o álbum chegou a estar no 1º lugar do Top 10 Álbuns, no iTunes.


Estou ouvindo descontroladamente “Meu Samba, sim, Senhor”, “Saco Cheio”, “Abismo”, “Nunca se Diz Nunca” e “É Corpo, É Alma, É Religião”. Destaque para “Saco Cheio” pelo humor fantástico contido na letra, e para “É Corpo, É Alma, É Religião” que simplesmente gruda na cabeça com as suas letras fáceis de memorização e o embalo do batuque.



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O poeta ainda está vivo

Fãs existem aos montes e de diversas faixas etárias. Mas como é ser fã de alguém que quando você nasceu ele já não existia mais? Bom, se depender do Ministério da Cultura e da GVT esses fãs finalmente poderão ir à um show de seu ídolo. É isso mesmo. Cazuza irá subir ao palco 23 anos depois da sua morte.


Está sendo produzido o holograma do roqueiro dos anos 80 com o intuito de fazer com que quem nunca viu tenha a experiência de vê-lo cantando e quem já viu poder viver esse momento único. “A gente vai sentir que o dever está cumprido se na segunda música todo mundo estiver cantando com a holografia, e tipo, esquecer que isso é uma holografia”, comentou o roteirista do projeto #voltacazuza, Alexandre Rossi em entrevista ao documentário.

Além do show holográfico com participações especiais, também estão produzindo um documentário sobre essa nova experiência. Têm depoimentos de profissionais que estão trabalhando no projeto, de amigos, como Pedro Bial, parceiros musicais e, claro, de Lucinha Araújo, a mãe de Cazuza, que está sempre apoiando os trabalhos feitos sobre o seu filho.

#voltacazuza é o sonho de amigos, parentes e fãs sendo realizado. Dois episódios do documentário já foram liberados no site oficial do evento e o show ocorre neste sábado, dia 30, às 19h, no Parque da Juventude, em São Paulo. Para a alegria geral da nação, a entrada é livre.

“Todo o amor que houver nesta vida pra todo mundo que está aqui. E pro mundo todo, principalmente para quem não tem amor”, Cazuza.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Os caras do CBJr invadiram o país

Fico pensando: será que quando Chorão escreveu "O coro vai comê" ele pensou que o Charlie Brown invadiria apenas Santos?


Tinha por volta dos 13 anos quando comecei a ouvir Charlie Brown Jr. "Papo reto" estava sempre sendo cantada pela galera que eu andava. Parecia que o CBJr fazia música para a gente, pros jovens. Não é à toa que logo "Não é sério" virou quase que um hino para os mais novos da época. Sentíamos mesmo que "o jovem no Brasil nunca era levado a sério".

Minha lembrancinha dos 15 anos
(brega, eu sei)
Meu primeiro CD foi o "Acústico MTV". A partir daí vieram alguns outros e vários subtítulos inspiradores no extinto MSN com as músicas escritas pelo Chorão. Lembro que meu pai me zoava pelo modo como o Chorão cantava e sua performance no palco, mas eu não ligava. Mandava língua para ele e continuava a curtir a música. Naquela época eu vestia roupas pretas e "só" ouvia rock. As cores do meu aniversário de 15 anos foram roxo e preto. Eu vesti uma meia arrastão e uma bota plataforma de cano alto. Na lembrancinha tinha uma foto minha (com roupas pretas, claro) como se eu estivesse numa capa da Capricho e várias frases que eu gostava; uma delas era: "Meu estilo de vida liberta a minha mente. Completamente louco, mas um louco consciente."

Lembro como se fosse ontem. Início de março desse ano, logo pela manhã, minha mãe me liga. Decido não atender. Estava ocupada e depois a retornaria. Mas ela insistiu e após a ligação cair, ela me mandou uma mensagem. Rendi-me e parei o que estava fazendo e fui ver o que ela queria. "Filha, Chorão morreu na madrugada".

Depois de tantos fãs homenagearem o cantor e compositor que falou por tantos jovens desse Brasil através de suas canções, e muitas especulações sobre as declarações invejáveis a sua ex-mulher em forma de composições e a ligação com a sua morte, vem a notícia d`A Banca. Uma chance do trabalho não só do Chorão, mas de todos que compunham a banda perpetuar. E logo se esvaia essa esperança. Em setembro, morre Champignon. Agora temos o último e póstumo álbum chamado La Família 013. Uma música, em especial, parece que Chorão previu o que iria acontecer e deixou o recado para uma nação: "Então vamos viver e um dia a gente se encontra". Pena que ele não pôde viver tanto assim, mas numa coisa ele acertou; um dia a gente se encontra.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

De volta à raízes

Tim Maia pra mim é rei. Sempre que penso em música boa para cantar, logo me vêm as dele na cabeça. Me dê motivo, Do Leme ao Pontal, “Não adianta vir com guaraná pra mim, é chocolate o que eu quero beber”, entre outros sucessos do Síndico do Brasil. Dar aquela engrossada na voz e pagar a rouca é o meu jeito Tim Maia de cantar. Assim como eu me inspiro nele toda vez que canto qualquer tipo de música (sim, qualquer um), Zeca Pagodinho e Lulu Santos também têm os seus mestres – com a pequena diferença de que eles, realmente, sabem cantar, e eu não.

Ambos resolveram homenagear os artistas que os inspiraram e os tornaram cantores do estilo musical adotado por cada um. Zeca Pagodinho completa 30 anos de carreira e disse abertamente à TV, impressos e a quem mais quisesse ouvir que o seu novo DVD, “Vida Que Segue”, é em homenagem aos grandes cantores e compositores do samba. Noel Rosa, João Nogueira, Cartola, entre outros, são citados com suas canções na voz do grande Zeca. Com toda a humildade, ele voltou no tempo e continuou mantendo viva uma geração de sambistas de 1° linha.


Já Lulu Santos, quis dar uma nova “cara” para os hits dos reis do Iê-iê-iê. Roberto Carlos e Erasmo Carlos terão os seus sucessos regravados na voz de Lulu, no novo álbum intitulado “Lulu Canta & Toca Roberto e Erasmo”. Desde os anos 80, o cantor vem se adaptando aos novos estilos musicais – já passou da eletrônica ao funk. – E com as músicas de Roberto e Erasmo ele não faria diferente; deu o seu próprio toque, um pouquinho de Lulu nas canções que moveram a década de 60.


Todos nós somos também o que ouvimos. Os nossos cantores favoritos conseguem dizer tudo aquilo que a gente sente, mas não sabe como expressar, e é por isso que muitas vezes nos baseamos neles para ser aquilo que queremos. Ou pelo menos tentamos pegar a melhor parte deles para gente.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Geração Cola-Cola - A história do filho da revolução

O livro “Renato Russo – O filho da revolução”, de Carlos Marcelo, é uma história não apenas sobre o Renato Russo e a Legião Urbana, mas também do rock nacional e da identidade que finalmente se formou em Brasília.


Carlos Marcelo consegue resistir à desequilibrada vida pessoal de Renato e faz o que poucos autores têm coragem de fazer: vende a história do astro e não da pessoa. 

Um livro sem medo de não escancarar e não vulgarizar a vida de um ídolo nacional. Ainda, sim, acho um tiro no escuro não ter entrado em detalhes da vivência de Júnior. Seria uma boa história – e aposto que muitos leitores, após terminar o livro, ficaram com “sede” de resposta. Qual a razão ou inspiração para letras memoráveis como “Quase sem querer”, “Eduardo e Mônica”, “Será”, entre outras? Corajoso, mas deixou a desejar.

Nos últimos anos de vida, Renato começou a planejar sonhos antigos, como virar cineasta. Sua vontade era que, além da cinebiografia da Legião, também fosse parar nas telas do cinema as famosas histórias de Eduardo e Mônica, e do Faroeste Caboclo. Bom, um de seus sonhos tem a estreia marcada para 30 de maio. Já o outro – Eduardo e Mônica – teve alguns clipes reconstruídos que valem a pena serem vistos (abaixo).


Uma vez Renato questionou: “O público esqueceu Elvis Presley, quando ficou dois anos no Exército, sem tocar? Ou esqueceu Jerry Adriani? Rock é sintonia.” Ele tinha razão. Rock é sintonia. 16 anos sem Renato Russo e seus pedaços, os mais preciosos, ainda estão com a gente, os filhos da Geração Coca-Cola.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

100 maiores vozes brasileiras



“Qual a maior voz da música brasileira?”. Essa foi a enquete no site da revista Rolling Stone Brasil durante um mês. Na capa desta edição veio o resultado! O primeiro lugar ficou com o Síndico do Brasil! Tim Maia, com o seu vozeirão e o soul que embalou décadas, garantiu o ouro na publicação comemorativa dos seis anos da Rolling Stone Brasil.

No top 10 ficou, respectivamente, Tim Maia, Elis Regina, Ney Matogrosso, Wilson Simonal, Maria Bethânia, Roberto Carlos, Gal Costa, Caetano Veloso, Clara Nunes e Milton Nascimento. Sem dúvida vozes marcantes do cenário musical do Brasil, mas, a meu ver, muito gente talentosa acabou ficando de fora dessa lista, como o saudoso Cazuza.

Na edição especial de aniversário, duas capas foram para as bancas. Uma com Tim e outra com Elis. Na matéria, personalidades da música falam desses grandes intérpretes. Maria Rita fala de sua mãe Elis, Seu Jorge de Tim e Rita Lee, a vovó do rock, descreve Ney, perfeitamente, em apenas uma frase: “Nunca houve entre os cantores brasileiros uma figura tão sedutora, chique e atrevida”.

A Rolling Stone deste mês chegou às bancas essa semana, no dia 15, e eu já estou ansiosa, indo de banca em banca para comprar a minha. Se eu fosse você faria o mesmo. :)


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O vírus "Circo Voador"

“Aumentem o som e apertem o cinto que nós vamos começar a subir”, exclamou Evandro Mesquita no show de estreia do Circo Voador. Trinta anos se passaram. Em meio às artes, malabarismos, boa música e a censura, foram estreladas grandes bandas e artistas como Blitz, Barão Vermelho e Kid Abelha (esta, por acaso, também completou 30 verões neste ano).

Blitz na 1° apresentação do Circo, em 1982

O bairro que hoje é o berço da boemia e da vida noturna carioca nasceu com o Circo Voador. “A Lapa só é a Lapa hoje porque ‘pintou’ um vírus lá. Esse vírus foi o Circo Voador”, explica Lenine. A casa de show aberta em outubro de 1982, no Arpoador, era de lona e tinha a intenção de ficar somente um mês com atrações culturais, dando um espaço para as bandas iniciantes mostrarem os seus talentos. Deu tão certo que mesmo sendo fechada durante oito anos (de 1996 a 2004), a diretora da casa Maria Juçá lutou e conseguiu reabrir o Circo Voador – pelo bem da música brasileira.

Sendo uma referência na história musical do país e um ponto turístico, a casa de show foi documentada por Tainá Menezes em comemoração aos trinta anos. “Circo Voador, A Nave” está previsto para chegar aos cinemas em outubro.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Quem não gosta de samba bom sujeito não é

"A sorrir pretendo levar a vida" - Cartola
“Eu nasci com o samba, no samba me criei, e do danado do samba nunca me separei”, Dorival Caymmi tirou essas palavras da minha boca. Desde pequena ouço em alto som as vozes de Cartola, Beth Carvalho, Alcione, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, entre outros. O samba sempre fez a trilha sonora lá de casa. E eu, não conseguindo negar as raízes, me apaixonei por ele!

Instituíram que esse é o ritmo brasileiro, mas cá entre nós, o Brasil é enorrrme e quem tem mesmo o samba no pé são os cariocas, né?! Do subúrbio pra alta sociedade, assim foram nascendo os grandes poetas do nosso país nesse tipo musical. Por mais que lá em Madureira role roda de samba de segunda a segunda, hoje, quem nasceu lá e se engajou no samba está fazendo show em programas de TV, rádio e despencando até a Zona Sul para fazer a alegria da burguesia. Porque o que tá na moda ultimamente é o subúrbio e as suas criações - ou as suas malandragens, diga-se de passagem.

Tendo um pai carioca, flamenguista, nascido no morro, torcedor da Mangueira e com uma sabedoria musical pra lá de suficiente, não tinha como eu fugir dessa área. São tardes e mais tardes discutindo sobre os grandes mestres do samba. Saí assim como ele. De tanto meu pai me contar as histórias de como as músicas surgiram, quem as compôs e sobre a vida dos cantores, eu fui criando um apreço tão grande, que hoje sou eu quem argumento muitas das histórias.
D'Samba
Nesse final de semana estava no shopping de Madureira e me deparei com uma loja que me encantou logo pela vitrine, a D’Samba. Todas as roupas e acessórios são inspirados nos sambas e nos compositores. Vi nela uma loja não só para os suburbanos cariocas, mas também pra quem tem como hobby caminhar na orla da praia. Tem a cara do Brasil (já que as pessoas cismam que o Brasil é só o Cristo Redentor e a cultura carioca)! Bom, eu que me sinto praticamente uma mineira, não resisti e trouxe três blusas de se apaixonar. Agora, se algum turista conseguir passar pela D’Samba e não entrar para levar uma lembrancinha do nosso país, só tem uma explicação pra ele: é ruim da cabeça ou doente do pé.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A máquina de hits Maroon 5


“This love has taken its toll on me. She Said goodbye too many times before” foi cantada aos quatro ventos nos anos 2000 pela banda americana Maroon 5, e como num passe de mágica, depois desse primeiro álbum intitulado "Songs about Jane", PUFT, eles desapare-ceram. Para provar que não é banda de um sucesso só (like a Michel Te..ops!), os caras têm apostado todas as fichas nos seus novos hits. A começar pela estouradíssima “Moves like Jagger” com a parceria pra lá de bafônica de Christina Aguilera.

Voltando para as pistas de dança e para as paradas nos canais de música e rádios, Maroon 5 resolveu não largar mais o sucesso, e depois de sacudir todo mundo com os movimentos como os do Jagger, lançaram neste ano o álbum “Overexposed”. Não satisfeitos em colocar “Payphone”, com participação de Wiz Khalifa, no Top 10 MTV, no iPod do ex-Rebelde Christian Chávez e de todos os jovens brasileiros, eles divulgaram essa semana o novo clipe da banda, “One more night”.

As “Maroon 5ers” brasileiras podem começar a se descabelar porque os lindos e charmosos, liderados por Adam Levine, estarão no Brasil em agosto! Sinto informá-las, mas os ingressos pro show do dia 25, no Rio, já estão esgotados. :/ Os bilhetes para as apresentações em São Paulo (26) e Curitiba (24) estarão disponíveis pelos sites Live Pass e Disk Ingressos, a partir das 00h01 de amanhã (28).

Só pra deixar um gostinho de quero mais – muuuuuito mais – aí vai o novíssimo clipe “One more night”:

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O tecnobrega vai pegar você

Não tem como fugir! As aparelhagens têm sacudido não só as baladas nortistas como também as de todo o Brasil. Depois que o Pará lançou a banda Caplyso e o seu cavalo manco, o país abraçou de vez esse ritmo “caliente”, mas beeeem breguinha. Tendo tido muito sucesso nas vozes de Reginaldo Rossi e a sua mesa de bar e Falcão e suas roupas extravagantes, o brega se modernizou e agora é tecnobrega, mesclando os dois tipos de música. 

Stefhany, a linda absoluta
Provindos do Norte, esses cantores da nova era do brega conquistaram o povo brasileiro com a sua personalidade forte, o ritmo envolvente e com o figurino exagerado. Para chegar até a televisão e conseguir um contrato com uma grande gravadora, cantores como Stefhany e Gaby Amarantos tiveram que ralar muito! 

Stefhany ficou famosa depois de lançar no Youtube o clipe da sua música “Eu sou Stefhany”, que teve mais de 400 mil visualizações. Apesar de tanta gente ter visto Stefhany e o seu CrossFox, muitos acharam uma falta de bom gosto a produção do vídeo. Mas gostando ou não, eles a fizeram subir nas paradas. A linda absoluta conseguiu repercutir bastante na mídia, mas desapareceu de uns tempos pra cá. Pelo jeito ela e o seu menino sexy não renderam bons frutos.

Nascida e criada em Belém, Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará, gravou discos em pequenas gravadoras da região, vendendo-os em camelôs para conseguir chegar na boca do povo. Com o hit “Hoje eu tô solteira” ela conquistou o seu espaço na mídia. Agora com a novela “Cheias de charme”, da Globo, o tecnobrega está ainda mais em alta, e com ele a música “Ex-my love” da personagem Chayene, que na verdade, é interpretada na voz da poderosa Beyoncé do Pará. 

Dá só uma olhadinha na nova aposta do tecnobrega e se deixe levar pela “breguice” do som (ah, vá. De brega e de louco todo mundo tem um pouco):

segunda-feira, 14 de maio de 2012

'Boom' do rap brasileiro

Rimas, improviso, críticas ao abuso do poder, batalhas de MCs e raízes na periferia. É o rap brasileiro emergindo das cinzas. Emicida, Projota e Cone Crew Diretoria são nomes antes – quase – desconhecidos, e agora populares em toda a região sudeste e sul do país. O rap brasileiro, que andava só pelas bandas da periferia, desceu e invadiu o asfalto.

Estamos acostumados a ver na música, personalidades que antes agradavam um público restrito, e de repente, BOOM, passarem a ser amados por uma multidão e entrarem no Top 10 MTV. Chama os mulekes que o rap brasileiro chegou para invadir os sons da sua casa.

Emicida tietando Neymar durante a gravação do clipe "Zica vai lá"
Emicida é o mais popular rapper brasileiro da atualidade. E além de MC é também repórter e produtor musical. A sua fama venho a partir das batalhas de MCs que ele participava em São Paulo. Proveniente da periferia paulistana, ele teve que provar diversas vezes o talento que tem para ser respeitado no asfalto. A música “Triunfo” o colocou em evidência, abrindo brecha para o lançamento de seu primeiro mixtape “Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe...”, em 2009, vendendo pelo boca-a-boca cerca de três mil cópias, segundo dados da Revista Época. O videoclipe de mais sucesso atualmente é “Zica vai lá” com participações do atacante Neymar, da cantora Gaby Amarantos e do skatista Sandro Dias, o mineirinho.

Projota em gravação do DVD ao vivo "Realizando sonhos", em Curitiba
Projota, assim como o Emicida, para entrar no cenário do rap brasileiro teve que rimar e improvisar muito nas batalhas de MCs, como na do Santa Cruz e na Rinha dos MCs. O videoclipe “Acabou”, lançado no site Youtube em 2008, fez sucesso e abriu caminhos para que ele gravasse o seu primeiro álbum, intitulado “Carta aos meus”. O single que colocou Projota no Top10 da MTV foi o videoclipe ao vivo de “Desci a ladeira/Pode se envolver”, do seu último álbum “Não há lugar no mundo melhor que o nosso lugar”, de 2011.

Cone Crew Diretoria é o grupo de rap carioca reconhecido por retratar o cotidiano das classes baixas do Rio de Janeiro. Apadrinhados por nada mais, nada menos que Marcelo D2, o beatmaker Papatinho, e os MCs Cert, Rany Money, Batoré, Maomé e Ari estrearam com a música “Lá Pa Lapa”, mas se tornaram famosos com o hit “Chama os mulekes”, do álbum “Com os neurônios evoluindo”, lançado em 2011.

Se você ainda não conhece o trabalho de nenhum desses três fenômenos musicais, está na hora de conhecer. Joga pro lado o preconceito e ouve o que o povo tem a dizer:

sábado, 5 de maio de 2012

E eu gostava tanto de você


“Preto, gordo e cafajeste”, assim se autointitulou Tim Maia ao se comparar com o gato de estimação da filha de Nelson Motta, que levava o nome do cantor. Segundo o jornalista e produtor musical, o gato era cinzento, magrinho e carinhoso, e só os deu amor e alegria.



Tim Maia é um dos cantores e compositores que mais gosto. E confesso, me jogo quando começo a cantar “não adianta vir com guaraná pra mim. É chocolate o que eu quero beber”. Não conhecia muito bem a sua história de vida e carreira (quando morreu eu tinha apenas sete anos) até ler “Vale Tudo”, a biografia de Tim Maia escrita por seu amigo, jornalista e produtor musical, Nelson Motta. Arrogante, descompromissado e ignorante. Provavelmente eu não suportaria viver com o cantor, mas o seu amor pelas mulheres e “o fora” que elas davam nele o fez ser um compositor incomparável, cheio de emoção em sua letra e interpretação.

Além da biografia escrita por Nelson Motta diversas homenagens póstumas foram feitas a Tim, como o programa especial da Globo “Por toda a minha vida” e o musical “Vale Tudo” interpretado pelo neto do Silvio Santos, Tiago Abravanel. Quem curte o soul inconfundível do cantor vale a pena ver ou ter alguma dessas obras e se apaixonar ainda mais pelo trabalho dele.

As homenagens não param por aí! A antiga banda do cantor, a “Vitória Régia”, se uniu ao trompetista Silvério Pontes, ao saxofonista Tinho Martins e ao vocalista Bruno Maia formando a “Banda do Síndico”. No ano que ele completaria 70 anos, a Privilège de Juiz de Fora vai fazer uma festa em homenagem ao Síndico do Brasil dia 11 de maio. E pra se preparar para a balada do Tim aí vai um vídeo dele. Arruma um espaço na sala e se acabe cantando beeeem alto "chocolate, uhh, chocolate. Eu só quero chocolate"!

sexta-feira, 23 de março de 2012

As Boy Bands estão de volta!

A ondinha “Boy Band” tem voltado com tudo! Quem não se lembra dos meninos que bombavam as pistas de dança nos anos 1990? Backstreet Boys e 'N Sync foram febre mundial! Quantas mães já não devem ter suplicado que Kevin, Nick, Justin Timberlake e companhia tivessem evaporado de tanto que seus filhos ouviram os CDs deles? Não venha renegar o passado. Vá lá. Só eu já tive umas duas pastas lotadas de revistas, fotos e pôsteres dos Backstreet Boys!

Depois das “Boy Bands” norte-americanas aparecerem e marcarem história no cenário musical, chegou a vez das britânicas The Wanted e One Direction conquistarem os iPads, iPhones e iPods da galera. Algumas músicas como One Thing e Glad You Came já devem ter “brotado” no rádio, na TV e nas pistas de dança umas boas centenas de vezes.

One Direction é composto pelos meninos (sim, meninos! Os cinco componentes do grupo têm de 17 a 20 anos ainda :o) que alcançaram a sua fama através do X Factor britânico, em 2010. Logo de cara Zayn, Harry, Niall, Liam e Louis alcançaram o topo das paradas do Reino Unido com o primeiro single deles, What Makes You Beautiful. Já o The Wanted é formado pelos já rapazinhos (os cinco são um pouquinho mais velhos. Têm de 18 a 23 anos) Max, Siva, Jay, Tom e Nathan, e logo no single de estreia, All Time Low, eles conseguiram a primeira posição no UK Singles Chart. Ano passado os rapazes apoiaram o Justin Bieber e a Britney Spears em suas turnês pelo Brasil.

Para vocês que não conhecem (como assim??) e para quem A-D-O-R-A lá vai o clipe das duas “Boy Bands” para animar o final de semana que começa hoje! :D