“Aumentem o som e apertem o cinto que nós vamos começar a subir”,
exclamou Evandro Mesquita no show de estreia do Circo Voador. Trinta
anos se passaram. Em meio às artes, malabarismos, boa música e a
censura, foram estreladas grandes bandas e artistas como Blitz, Barão
Vermelho e Kid Abelha (esta, por acaso, também completou 30 verões neste
ano).
Blitz na 1° apresentação do Circo, em 1982
O bairro que hoje é o berço da boemia e da vida noturna carioca
nasceu com o Circo Voador. “A Lapa só é a Lapa hoje porque ‘pintou’ um
vírus lá. Esse vírus foi o Circo Voador”, explica Lenine. A casa de show
aberta em outubro de 1982, no Arpoador, era de lona e tinha a intenção
de ficar somente um mês com atrações culturais, dando um espaço para as
bandas iniciantes mostrarem os seus talentos. Deu tão certo que mesmo
sendo fechada durante oito anos (de 1996 a 2004), a diretora da casa
Maria Juçá lutou e conseguiu reabrir o Circo Voador – pelo bem da música
brasileira.
Sendo uma referência na história musical do país e um ponto
turístico, a casa de show foi documentada por Tainá Menezes em
comemoração aos trinta anos. “Circo Voador, A Nave” está previsto para
chegar aos cinemas em outubro.
Agora anda frio por
aqui. Não sei o que aconteceu. Acho que foi embora com você todo aquele céu
azul, aqueles sorrisos intermináveis e aquelas risadas de doer a barriga. O
cheiro ainda está por aqui - aquele que você fez questão de deixar pra mim.
Deve ser pra ver se assim mato a saudade. Mas quer saber? Acho que só piora.
Tem um pouquinho de
você em tudo e, na verdade, você não está em lugar nenhum por aqui. Lembro de
você quando vejo o copo d’água em cima da cabeceira da cama, no cheiro no
travesseiro, nos seus lenços que deixou pra trás, no almoço que vou ter que
fazer sozinha amanhã, e até mesmo pelo caminho que andamos e que refaço
relembrando os nossos diálogos, abraços apertados e beijos repentinos. Lembro
de você agora, enquanto como aquele Passatempo que deixou pra mim, enquanto
passo as nossas fotos pro computador, enquanto entro no MSN e já espero ansiosa
a sua entrada.
Sinto saudade de ir ao
cinema contigo, me pedirem a identidade porque o filme era pra menor de 14 anos
e você rir da minha cara o resto do dia por isso; sinto saudade dos nossos
passeios de mãos dadas, da esfoliação diária que a sua barba fazia em mim, de
ter um pesadelo, acordar e ver que não preciso me preocupar porque você está
bem ao meu lado. Sinto saudades de rirmos de coisas “parvas”, de te fazer
cócegas até me pedir: “não, por favoooor. Para, amor!”. Sinto saudade do seu
beijinho de bom dia, de dormir em meus braços no ônibus, de correr pelas
escadas pra ver quem chega primeiro em casa. Sinto saudade de cada detalhe do
meu dia contigo. Sinto saudade de você dando a plenitude que faltava nos meus
dias.
Ele, um
publicitário de sucesso, com mais de 30 anos e certamente apaixonado. Ela, uma
garota de 20 anos que acabou de entrar na faculdade, e como toda jovem tem uma
vontade enorme de liberdade. Entre férias na Ilha Blu e pedidos de casamento em
Nova Iorque, se desenrola o romance “Desculpa, quero me casar contigo”, do
italiano Federico Moccia. A história se passa praticamente inteira tendo como
cenário a “bella” Roma, te envolvendo ainda mais na paixão de Alex e Niki. Esse
livro é uma continuação do “Desculpe se te chamo de amor”. O casal antes
perfeito e apaixonado, independente da diferença de idade, agora está em crise.
O que fazer quando se tem dúvidas sobre o que se sente?
Esse livro
irá te deixar com os olhos cheios d’água a cada “eu te amo”, e indignada com
Niki e sua vontade de ser livre.Federico Moccia escreve para nos acordar sobre a oportunidade que temos
de sermos felizes, e que por vezes, deixamos passar. “Nesse instante compreende
o que é a beleza, a felicidade e percebe quão curta pode ser a vida e como é
absurdo não ter coragem o suficiente para ser feliz.”
“Eu nasci
com o samba, no samba me criei, e do danado do samba nunca me separei”, Dorival
Caymmi tirou essas palavras da minha boca. Desde pequena ouço em alto som as
vozes de Cartola, Beth Carvalho, Alcione, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola,
entre outros. O samba sempre fez a trilha sonora lá de casa. E eu, não
conseguindo negar as raízes, me apaixonei por ele!
Instituíram
que esse é o ritmo brasileiro, mas cá entre nós, o Brasil é enorrrme e quem tem
mesmo o samba no pé são os cariocas, né?! Do subúrbio pra alta sociedade, assim
foram nascendo os grandes poetas do nosso país nesse tipo musical. Por mais que
lá em Madureira role roda de samba de segunda a segunda, hoje, quem nasceu lá e
se engajou no samba está fazendo show em programas de TV, rádio e despencando
até a Zona Sul para fazer a alegria da burguesia. Porque o que tá na moda
ultimamente é o subúrbio e as suas criações - ou as suas malandragens, diga-se
de passagem.
Tendo um
pai carioca, flamenguista, nascido no morro, torcedor da Mangueira e com uma
sabedoria musical pra lá de suficiente, não tinha como eu fugir dessa área. São
tardes e mais tardes discutindo sobre os grandes mestres do samba. Saí assim
como ele. De tanto meu pai me contar as histórias de como as músicas surgiram,
quem as compôs e sobre a vida dos cantores, eu fui criando um apreço tão
grande, que hoje sou eu quem argumento muitas das histórias.
D'Samba
Nesse final
de semana estava no shopping de Madureira e me deparei com uma loja que me
encantou logo pela vitrine, a D’Samba. Todas as roupas e acessórios são
inspirados nos sambas e nos compositores. Vi nela uma loja não só para os
suburbanos cariocas, mas também pra quem tem como hobby caminhar na orla da
praia. Tem a cara do Brasil (já que as pessoas cismam que o Brasil é só o
Cristo Redentor e a cultura carioca)! Bom, eu que me sinto praticamente uma
mineira, não resisti e trouxe três blusas de se apaixonar. Agora, se algum
turista conseguir passar pela D’Samba e não entrar para levar uma lembrancinha
do nosso país, só tem uma explicação pra ele: é ruim da cabeça ou doente do pé.
Ser o
primeiro de alguém não faz de ninguém único ou tão especial quanto espalharam
por aí. Na maioria das vezes o cara que tirou o seu BV não fará diferença na
sua vida, e o que tirou a sua virgindade não será o seu grande amor. Isso é
tudo lorota que, não sei por que raios, resolveram nos falar durante a nossa
adolescência.
Não quero
desmanchar os sonhos de ninguém. Acredito, sim, num amor eterno. Mas só
desencane dessas regrinhas que impõem. Essa espera pode ser desnecessária. Em alguns
casos até prejudicial. Quando encontrar a pessoa certa você com certeza irá
querer dar-lhe o melhor beijo e fazer tudo da melhor maneira que qualquer
pessoa já pode lhe fazer. Queremos deixá-lo se sentindo pleno, com um sabor de
quero mais. E você só chegará pronta para ele se praticar um tanto antes.
Olha lá!
Não estou dizendo pra sair por aí beijando trinta na noite, nem indo pra cama com
três a cada final de semana. É só pra não por expectativas demais em pessoas
que provavelmente não serão tudo aquilo que você queria. A primeira vez rola
toda hora. Com cada um, a cada momento é uma nova primeira vez de vocês. É uma
nova chance de se descobrirem no outro. Então relaxa, porque quando o seu
grande amor chegar, não importa quantas pessoas vocês já tenham beijado ou transado, novamente terão uma primeira vez. E novamente, inesquecível.
“This love has taken its toll on me. She Said
goodbye too many times before” foi cantada aos quatro ventos nos anos 2000
pela banda americana Maroon 5, e como num passe de mágica, depois desse primeiro álbum intitulado "Songs about Jane", PUFT, eles
desapare-ceram. Para provar que não é banda de um sucesso só (like a Michel Te..ops!), os caras têm
apostado todas as fichas nos seus novos hits.
A começar pela estouradíssima “Moves like
Jagger” com a parceria pra lá de bafônica de Christina Aguilera.
Voltando
para as pistas de dança e para as paradas nos canais de música e rádios, Maroon
5 resolveu não largar mais o sucesso, e depois de sacudir todo mundo com os
movimentos como os do Jagger, lançaram neste ano o álbum “Overexposed”. Não
satisfeitos em colocar “Payphone”, com participação de Wiz Khalifa, no Top 10
MTV, no iPod do ex-Rebelde Christian Chávez e de todos os jovens brasileiros,
eles divulgaram essa semana o novo clipe da banda, “One more night”.
As “Maroon
5ers” brasileiras podem começar a se descabelar porque os lindos e charmosos, liderados por Adam Levine, estarão no
Brasil em agosto! Sinto informá-las, mas os ingressos pro show do dia 25, no Rio,
já estão esgotados. :/ Os bilhetes para as apresentações em São Paulo (26) e
Curitiba (24) estarão disponíveis pelos sites Live Pass e Disk Ingressos, a
partir das 00h01 de amanhã (28).
Só pra
deixar um gostinho de quero mais – muuuuuito mais – aí vai o novíssimo clipe “One
more night”:
Não tem como fugir! As
aparelhagens têm sacudido não só as baladas nortistas como também as de todo o
Brasil. Depois que o Pará lançou a banda Caplyso e o seu cavalo manco, o país
abraçou de vez esse ritmo “caliente”, mas beeeem breguinha. Tendo tido muito
sucesso nas vozes de Reginaldo Rossi e a sua mesa de bar e Falcão e suas roupas
extravagantes, o brega se modernizou e agora é tecnobrega, mesclando os dois
tipos de música.
Stefhany, a linda absoluta
Provindos
do Norte, esses cantores da nova era do brega conquistaram o povo brasileiro
com a sua personalidade forte, o ritmo envolvente e com o figurino exagerado. Para
chegar até a televisão e conseguir um contrato com uma grande gravadora,
cantores como Stefhany e Gaby Amarantos tiveram que ralar muito!
Stefhany
ficou famosa depois de lançar no Youtube o clipe da sua música “Eu sou Stefhany”,
que teve mais de 400 mil visualizações. Apesar de tanta gente ter visto
Stefhany e o seu CrossFox, muitos acharam uma falta de bom gosto a produção do
vídeo. Mas gostando ou não, eles a fizeram subir nas paradas. A linda absoluta
conseguiu repercutir bastante na mídia, mas desapareceu de uns tempos pra cá. Pelo
jeito ela e o seu menino sexy não renderam bons frutos.
Nascida e
criada em Belém, Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará, gravou discos em pequenas
gravadoras da região, vendendo-os em camelôs para conseguir chegar na boca do
povo. Com o hit “Hoje eu tô solteira” ela conquistou o seu espaço na mídia.
Agora com a novela “Cheias de charme”, da Globo, o tecnobrega está ainda mais
em alta, e com ele a música “Ex-my love” da personagem Chayene, que na verdade,
é interpretada na voz da poderosa Beyoncé do Pará.
Dá só uma
olhadinha na nova aposta do tecnobrega e se deixe levar pela “breguice” do som (ah,
vá. De brega e de louco todo mundo tem um pouco):